Quem foi o homem que salvou 1.200 judeus durante o Holocausto?

Apesar de não ter sido contra o nazismo, Schindler foi “inspirado” a salvar judeus por ficar horrorizado com a forma brutal e sem motivos que a população judaica sofria.

Pelo menos 6 milhões de judeus foram mortos durante o Holocausto. Esse número ainda gera dúvidas para muitos historiadores, porém, sabe-se que mais de mil vidas foram poupadas graças a um homem, que usou seu dinheiro para salvar judeus.

Foto: Reprodução InternetOskar Schindler foi o responsável por salvar 1.200 judeus durante o Holocausto.
Oskar Schindler foi o responsável por salvar 1.200 judeus durante o Holocausto.

O industrial Oskar Schindler nasceu na Morávia, em 28 de abril de 1908. Ele fazia parte de uma família católica e de classe média, que assim como muitas outras, apoiava o nazismo e o desmembramento da Checoslováquia. Ele se casou em 1928 com uma mulher chamada Emilie, que posteriormente, em um livro, relatou que jamais se casaria novamente com Schindler.

Em 1936, ele se tornou espião do Abwehr. Antes disso, ele já havia entrado formalmente para o Partido Nazista. Segundo relatos, Schindler tinha como objetivo inicial de sua vida apenas a obtenção de lucros, sendo conhecido como um grande oportunista.

Porém, um ato bastante nobre fez a fama de Schindler mudar. Em 1939, ele assumiu uma fábrica de cerâmica esmaltada na Polônia e em 1942, a expandiu para esmaltados e munições. Através dela, ele começou a ganhar dinheiro e, durante a época do Holocausto, salvou a vida de aproximadamente 1.200 judeus, contratando-os para trabalhar em suas fábricas. Com isso, ele deu a oportunidade dessas pessoas trabalharem em condições muito melhores e mais seguras do que nos campos de trabalho e extermínio nazista.

Foto: Reprodução InternetSchindler usava sua fábrica para empregar judeus e resgatá-los dos campos de extermínio.
Schindler usava sua fábrica para empregar judeus e resgatá-los dos campos de extermínio.

Apesar de não ter sido contra o nazismo, Schindler foi “inspirado” a salvar judeus por ficar horrorizado com a forma brutal e sem motivos que a população judaica sofria. Para isso, ele colocou à disposição seu dinheiro e até mesmo sua vida. Por ter se tornado um empresário conhecido, ele usava de sua influência para conseguir contratos militares lucrativos, além de recrutar judeus para trabalhar em suas fábricas. Por favorecer os trabalhadores judeus, ele chegou a ser preso diversas vezes pela Gestapo, polícia secreta dos nazistas.

Ao fim da guerra, Schindler havia gasto toda sua fortuna para salvar uma pequena parte da população judaica. Por diversas vezes, ele precisou pagar propina e negociar para que os judeus fossem liberados. Outro ato bastante nobre por parte dele e de sua esposa Emilie, foi quando impediram que corpos encontrados congelados fossem incinerados. O casal comprou um terreno perto de um cemitério, onde enterrou as vítimas com direito a ritos religiosos judaicos.

Seu trabalho em torno de ajudar a comunidade judaica foi reconhecido posteriormente, em 1963, quando recebeu o prêmio Justo entre as Nações do Yad Vashem, o Memorial do Holocausto em Israel. Essa homenagem é feita a todos os não judeus que se dispuseram a salvar a população judaica durante o período da Segunda Guerra Mundial. Sua história ainda foi inspiração para a literatura e o cinema.

Tendo mudado totalmente sua personalidade e objetivos de vida, Schindler viveu até outubro de 1974, quando morreu em Hildesheim, aos 66 anos.

Confira também: 10 instrumentos de tortura da Idade Medieval

Confira também: 5 coisas úteis que surgiram por causa das guerras

Confira também: Consequências e números da Primeira Guerra Mundial

Se encontrar algum erro ou tiver alguma sugestão de curiosidade, entre em contato através da nossa fanpage no Facebook

FONTE: Dr. Curioso

Compartilhe este artigo:

Veja mais