Quem foi Anne Frank e como ela se tornou conhecida mundialmente?

Vítima do Holocausto, ela ganhou fama depois de sua morte, quando seu pai transformou seu diário em um livro.

Algumas pessoas ficam conhecidas mundialmente por diversos motivos, mas desta vez, não estamos falando de celebridades famosas, estamos falando de pessoas comuns. E Anne Frank é uma delas. Vítima do Holocausto, ela ganhou fama depois de sua morte, quando seu pai transformou seu diário em um livro.

Nascida na Alemanha em 12 de junho de 1929, Anne Frank era judia e precisou fugir de seu país juntamente com sua família, por causa das leis criadas por Hitler contra os judeus. Filha de Otto Frank e Edith Holländer Frank, ela tinha um irmã chamada Margot. Anne morreu em seu país de origem em 1945, aos 15 anos, no campo de concentração de Bergen-Belsen.

Depois de sua família fugir da Alemanha para a Holanda, seu pai se tornou diretor administrativo de uma empresa de produtos para geleias, enquanto Anne e Margot passaram a frequentar a escola. Em maior de 1940, o país foi invadido por nazistas e as restrições contra os judeus começaram a ser decretadas.

No seu aniversário de 13 anos, no dia 12 de junho de 1942, Anne ganhou um diário, onde começou a registrar seu dia-a-dia. Poucos dias depois, em 9 de julho, ela e sua família precisaram se esconder nos fundos da fábrica em que seu pai trabalhava, para não serem presos. Outras quatro pessoas também se abrigaram no local. Durante esse período, ela se dedicou a fazer anotações sobre como era viver escondida e os conflitos que isso gerava em uma adolescente.

Eles ficaram no local até o dia 4 de agosto de 1944, dia em que o esconderijo foi descoberto e invadido pela Guestapo. A família de Anne e os outros quatro judeus foram levados para uma prisão em Amsterdã e depois transferidos para o campo de triagem Westerbork. Em 3 de setembro, eles foram deportados e encaminhados para Auschwitz, na Polônia.

No dia 6 de janeiro de 1945, Anne sofre uma grande perda: sua mãe morre por fome e exaustão. Poucos dias depois, ela e sua irmã são levadas para Bergen-Belsen, onde uma epidemia de tifo resultou na morte de muitas pessoas, inclusive a de Margot.

Em seguida, com somente 15 anos, Anne Frank também perde a vida no campo de concentração. A data exata de seu óbito não é conhecida, mas alguns pesquisadores afirmam que ocorreu em fevereiro de 1945.

Foto: Site Anne Frank HouseAnne Frank morreu em um campo de concentração durante o Holocausto.
Anne Frank morreu em um campo de concentração durante o Holocausto.

Após sua morte, o único a sobreviver foi seu pai, Otto Frank. Ele foi libertado por tropas russas e retornou a Amsterdã em 3 de junho de 1945, onde ficou até 1953. Duas secretárias que trabalhavam no prédio que serviu de esconderijo para a família (transformado posteriormente no museu “Casa de Anne Frank”) encontraram o diário de Anne e o entregaram para seu pai.

Após muito esforço de seu pai, o diário foi publicado em forma de livro em 1947, com o título “O Anexo: Notas do Diário 14 de junho de 1942 – 1º de agosto de 1944”. Ele também se transformou em um filme biográfico, lançado em 1959 e vencedor de três premiações do Oscar.

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O Diário de Anne Frank

Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, o diário mostra anotações de Anne, onde ela conta para uma amiga imaginária chamada Kitty sobre seu cotidiano, a reclusão em um esconderijo e um comovente testemunho sobre os momentos de terror e perseguição que vivenciou.

Ele foi publicado pela primeira vez em 1947, pela editora Contact Publishing. Em 1952, ele foi publicado em inglês pela Doubleday & Company, nos EUA e pela Vallentine Mitchell, no Reino Unido, com o título “Anne Frank: The Diary of a Young Girl”. Após essa versão, o diário ganhou ampla atenção popular, assim como muitas críticas.

Desde então, ele já foi publicado em mais de 70 idiomas, em 40 países. As vendas já ultrapassaram 35 milhões de cópias. As anotações de Anne Frank ainda foram declaradas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

Após a morte de Otto Frank, em 1980, a autenticidade do diário foi questionada pelo revisionista francês Robert Faurisson, o que resultou em uma investigação total sobre o material. Após provado que as anotações de Anne eram autênticas, elas foram publicadas em sua totalidade, assim como os resultados da investigação e análise de autenticidade. Em 2007, as anotações foram validadas de forma definitiva.

Os direitos autorais do livro pertencem a Fundação Anne Frank, fundada pelo pai da autora, em 1963, na Basileia, Suíça. O diário original está exposto em Amsterdã, no museu Casa de Anne Frank.

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FONTE: Dr. Curioso

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