Qual o lugar mais fundo do oceano?

A profundidade dos oceanos já surpreende. Mas o local mais fundo de toda a área de mares do planeta é algo assustador. Conheça a Fossa das Marianas.

Os oceanos em si já são locais com uma grande profundidade. Graças ao vasto espaço ocupado pela água, tanto em profundidade quanto em área de extensão, o ambiente aquático é rico em seres vivos.

Mas os oceanos não são locais totalmente iguais. Eles possuem muitas diferenças, e a profundidade é uma delas. Em toda sua extensão, é possível encontrar locais mais rasos e outros mais fundos. Em toda a área coberta por água em nosso planeta, o local mais fundo é conhecido como Fossa das Marianas e foi descoberto no ano de 1960.

Localizada no Oceano Pacífico, ao leste das Ilhas Marianas, a fossa possui uma profundidade de 11.034 metros. Ela fica entre as placas tectônicas do Pacífico e das Filipinas, o que faz dele um dos locais com grande atividade sísmica. Para termos ideia do quanto o lugar é fundo, se colocássemos o Monte Everest – que tem pouco menos de nove mil metros – dentro da fossa, ainda sobraria espaço para colocarmos mais alguma coisa.

Apesar de não ser um local muito explorado, devido ao relevo do local, que é totalmente acidentado, alguns estudos apontam que a fossa surgiu entre 6 e 9 milhões de anos atrás. O relevo desse ambiente é formado por planícies submarinas, plataformas, cadeias de montanhas e diversas outras deformidades, o que torna o local de difícil acesso, impossibilitando que estudos aconteçam frequentemente. Até hoje, apenas quatro submersíveis conseguiram chegar ao lugar.

O primeiro estudo completo sobre o local aconteceu em 1951, navio Challenger II, pertencente a Marinha Britânica. Com os equipamentos existentes na embarcação, foi possível emitir um sinal sonoro através do casco do navio até o fundo do oceano. Por causa do tempo que levou para o som bater no fundo do mar e voltar a superfície, foi possível definir a profundidade da fossa: 10.900 metros. Com o tempo e com o movimento das placas tectônicas, a profundidade aumentou posteriormente.

A pressão existente na fossa de Marianas também é outro fator complicador para os estudos. O peso da água lá é de oito toneladas por polegada quadrada. Não faz ideia do que esse peso significa? Imagine cinquenta aviões empilhados em cima de uma pessoa. É essa a pressão existente naquele ambiente. A visibilidade no fundo do buraco também é rara, mais exatamente uma visibilidade zero.

Mesmo com todos esses fatores negativos (pelo menos para nós), existem alguns tipos de vida animal naquela profundeza toda. Um dos moradores da fossa é o peixe barreleye, chamado também de peixe susto. Esse peixe, que possui corpo escuro e cabeça transparente, foi descoberto no ano de 1939. O local escuro é um bom habitat para essa espécie, que possui olhos extremamente sensíveis à luz. Eles se alimentam de pequenos peixes e de plâncton.

A Fossa das Marianas foi descoberta graças ao navio Deepsea Challenger. Através de seu equipamento de sondagem, foi possível encontrar os primeiros indícios que o local existia. Após a descoberta do local, ele foi por alguns anos, utilizado como depósito de lixo. Estima-se que em cinco anos, aproximadamente 390 mil toneladas de lixo tenham sido depositadas no lugar. Esse é um dos motivos de o fundo do local ter vários centímetros de lixo, além de conter os restos de plantas e animais marinhos que não resistem a pressão e acabam morrendo no local.

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FONTE: Dr. Curioso

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