Por que o lagostim de mármore ser considerado a “mãe dos clones"?

Essa espécie é considerada uma praga em muitos locais e ameaça diversos ecossistemas.

Um grupo de pesquisadores sequenciou o DNA do lagostim de mármore e fez uma descoberta incrível: todos os indivíduos que existem hoje são descendentes de uma única fêmea, criada em cativeiro há tempos atrás.

Essa fêmea sofreu uma mutação genética e desde então, passou a se reproduzir de forma assexuada, criando clones de si mesma. Os clones são todos do gênero feminino e estão se procriando sozinhas há cerca de três décadas. O resultado disso é que a espécie é considerada hoje, super-invasora, e tem ameaçado ecossistemas existentes em regiões da Europa, África e Ásia.

A origem desse fenômeno é desconhecida, mas acredita-se que a primeira fêmea foi criada em um cativeiro na Alemanha ou Estados Unidos. A espécie é descendente de uma espécie endêmica do Estado da Flórida, que vive em rios e se reproduz de forma sexuada.

De alguma forma, a fêmea do cativeiro sofreu uma mutação e, no lugar de ter problemas de saúde e morrer, ela desenvolveu a capacidade de se reproduzir sem precisar de um macho.

Graças a esse fenômeno, o animal hoje é considerado um problema, pois tem se reproduzido de forma descontrolada. Para piorar a situação, o lagostim de mármore ainda possui a capacidade de se adaptar em diversos ambientes.

Foto: Reprodução InternetLagostim-de-marmore

Sobre a espécie

Cientificamente chamado de Procambarus virginalis, o lagostim de mármore surgiu por volta dos anos 90 e pode chegar a 10 centímetros de comprimento. Ele serve de alimento para peixes carnívoros e tartarugas.

Sua coloração é padronizada, com pequenas e irregulares manchas brancas sobre um fundo de cor clara. Durante a reprodução, esse animal pode produzir até 400 ovos.

Com a alimentação, eles não são exigentes, comem de tudo um pouco: plantas, restos de animais, pequenos crustáceos ou qualquer coisa comestível que encontrarem na água.

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FONTE: Dr. Curioso

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