Por que e como os faraós e nobres egípcios eram mumificados?

Os corpos eram mumificados por causa das crenças do Egito Antigo. Descubra mais sobre o ato da mumificação.

As múmias do Egito Antigo são, no mínimo, muito famosas. Juntamente com as pirâmides, elas são automaticamente ligadas ao Egito. As múmias, para quem ainda tem dúvidas, são simplesmente pessoas mortas (faraós, sacerdotes e nobres), que passaram por uma espécie de “tratamento” para preservarem seu corpo. O processo de mumificação era bastante caro e levava vários dias, por isso, somente pessoas com alto poder aquisitivo eram mumificadas.

Foto: Reprodução internetMúmia

O ato de mumificar uma pessoa após sua morte acontecia por causa das crenças egípcias da época. Acreditava-se que, após a morte, o espírito retornava ao corpo, caso fosse aprovado no Tribunal de Osíris.

O processo de mumificação era feito por um embalsamador, em uma sala feita especialmente para esse processo, chamada de Casa de Purificação. acontecia em quatro etapas:

1 – O cadáver era aberto no abdômen e as vísceras (pulmão, coração, intestino, etc) eram retiradas do corpo e colocadas em recipientes a parte. O cérebro também era retirado, através das narinas. Para isso, um ácido era aplicado através das mesmas para que o órgão derretesse e fosse possível extrair seus pedaços com uma espátula.

2 – O corpo era colocado em um recipiente com uma espécie de sal chamada Natrão, com o objetivo de desidrata-lo e matar as bactérias. Ele permanecia nesse recipiente por 40 dias.

3 – Depois de desidratado, o corpo era lavado e tratado com óleos aromáticos e bálsamos, e era preenchido internamente com serragem, ervas aromáticas e textos sagrados.

4 – Uma camada de betume era aplicada sobre o corpo do defunto, para manter a firmeza da pele. Depos, ele era enrolado com faixas de linho branco. Nesse processo, eram gastos de 300 a 500 metros de linho por múmia. Amuletos dos deuses egípcios eram colocados entre essas faixas, para proteger o corpo. As faixas eram seladas com resina de árvores, para garantir que não se desprenderiam. Depois de enfaixada, a múmia era colocada nos sarcófagos e levadas para as pirâmides, onde estariam protegidas e conservadas.

O processo de mumificação foi algo extremamente importante para a história do Egito Antigo. Graças a esse processo, diversas múmias foram conservadas e são encontradas intactas hoje em dia, contribuindo para os estudos e pesquisas de historiadores e cientistas.

Foto: Reprodução internetSarcófago
Sarcófago egípcio onde as múmias eram colocadas para conservação do corpo.

Crença sobre a morte

Antigamente, os egípcios acreditavam que o corpo era a morada da alma. Após a morte, ela se desprendia do corpo e perdia o direito das regalias terrestres. Para recuperá-las e retornar ao corpo, era necessário recorrer ao deus Anúbis, que o encaminharia ao Tribunal de Osíris, onde seria julgado e teria seu coração pesado em uma balança. Para ser aprovado no julgamento, o coração deveria ser mais leve que uma pena. Para isso, era necessário ter um bom coração. Atos como roubar, matar, mentir, entre outras coisas negativas, contribuíam para que o coração pesasse e a aprovação não fosse conseguida.

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FONTE: Dr. Curioso

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