O que é gravidez psicológica e por que ela acontece?

Nem tudo que parece, é. E a gravidez se encaixa nessa lista.

Engravidar é o sonho da maioria das mulheres em todo o mundo. Quando esse desejo é intenso e a pessoa não consegue ficar grávida, ou quando o receio de ter um filho é muito grande, pode acontecer algo chamado pseudociese, popularmente conhecido como gravidez psicológica. Além de acontecer com as mulheres, esse problema é muito comum em animais, principalmente em fêmeas castradas ou que perderam os filhotes.

A gravidez psicológica possui os mesmos sintomas de uma gravidez normal, como enjoos, desejos alimentares, ausência da menstruação, crescimento da barriga e mamas, produção de leite materno e até mesmo a sensação de sentir o feto mexer. A diferença é que tudo isso existe apenas na mente da pessoa, sem que haja verdadeiramente um bebê no útero. Esses sintomas acontecem porque o estado emocional da mulher influencia em todo o seu corpo, inclusive na produção de hormônios, sendo gerado então a prolactina e o hormônio luteinizante (HL). Em casos mais extremos, a falsa grávida pode sentir até contrações como as do trabalho de parto.

Os exames de farmácia, de sangue e ultrassons nem sempre são o suficiente para convencer a mulher de que a gravidez que ela está sentindo é irreal, afinal, essa condição não é algo que a pessoa consegue controlar e parece algo realmente verdadeiro para quem a sente. Em muitos casos é preciso, além do tratamento psicológico, que a mulher tome medicamentos para regularizar a menstruação e parar a produção de leite materno.

É necessário que a mulher com gravidez psicológica tenha atendimento de psicólogos e psiquiatras, pois aceitar a notícia de que o feto não existe não é tão fácil assim. Muitas mulheres não aceitam a realidade, pois, de certa forma, é um sonho que está sendo “destruído”. Os profissionais que atenderem a paciente precisarão tentar descobrir as causas que levaram a mulher a ter essa gravidez psicológica. O tempo de duração do tratamento varia de paciente para paciente e depende, principalmente, do tempo em que a mulher levará para compreender verdadeiramente o ocorrido e aceitá-lo.

Apesar de ser muito comum em mulher com grande desejo ou grande rejeição a engravidar, esse problema pode afetar mulheres que sofreram algum tipo de trauma na infância ou na adolescência ou pessoas que sofrem com depressão.

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FONTE: Dr. Curioso

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