O que é a discalculia e como ela afeta a vida das pessoas?

O distúrbio da discalculia resulta na dificuldade em aprender matemática, mesmo cálculos extremamente simples.

A matemática é uma matéria que nem sempre é adorada pelos alunos. Considerada por muitos como a mais difícil (juntamente com a física e a química, não vamos esquecer delas!), algumas pessoas possuem uma dificuldade anormal com essa disciplina escolar. Isso pode acontecer por causa da discalculia, um distúrbio de aprendizagem.

Essa doença, apesar de ser específica para casos matemáticos, afeta não somente o aprendizado escolar, mas também atividades do cotidiano. Esse distúrbio se manifesta através da dificuldade em lidar com números, medidas, tempo e noções espaciais. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, essa condição não tem nenhum tipo de relação com problemas auditivos, de visão ou com o nível de inteligência da pessoa.

A discalculia é um problema biológico, que possivelmente é hereditário, que pode ou não ser causado por danos neurológicos. Quando tais danos acontecem, o distúrbio é acompanhado também pela acalculia. Ela é diagnosticada por psicólogos, psicopedagogos e neuropsicólogos.

Uma pessoa que possui esse problema, começa a apresentar os sintomas durante a infância. Dificuldades em reconhecer padrões, símbolos numéricos e até lembrar contas simples, como 1 + 1, estão na lista de sinais, que ficam mais evidentes com o passar do tempo.

Foto: Reprodução InternetA discalculia é um distúrbio que afeta o aprendizado da criança.
A discalculia é um distúrbio que afeta o aprendizado matemático da criança.

Tipos de discalculia

Esse distúrbio pode acontecer em diversos tipos:

  1. Léxica: o problema acontece na leitura de símbolos matemáticos;
  2. Verbal: dificuldade de nomear termos, símbolos, números e quantidades;
  3. Gráfica: se manifesta na escrita dos símbolos;
  4. Operacional: prejudica a execução de operações e cálculos;
  5. Practognóstica: dificulta na hora de fazer enumerações, manipulações e comparações entre objetos reais ou imagens;
  6. Ideognóstica: quando a pessoa apresenta dificuldades nas operações mentais ou compreensão de conceitos matemáticos.

Por ser uma condição que não possui “cura”, algumas medidas podem ser tomadas para ajudar o aluno. No caso dos professores, que são os profissionais que lidam diariamente com o paciente, existem formas de ensinar que facilitam o aprendizado:

- Utilizar exemplos concretos, ligando a matemática à vida real;
- Usar de auxílios visuais, que podem ser objetos ou até mesmo criar desenhos;
- Uso de papel quadriculado para organizar as ideias e quantidades;
- Fazer com que a pessoa se concentre em uma equação matemática por vez, “esquecendo” as próximas que estão por vir (no caso de uma atividade ou prova, por exemplo).

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FONTE: Dr. Curioso

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