O que acontece se Temer sair do cargo de Presidente?

Veja como será ocupado o cargo de Presidente, se Michel Temer sair da função.

A política brasileira passa por um período de grande crise e muitas mudanças. Depois de investigações como a Operação Lava Jato, muitos esquemas de corrupção envolvendo os políticos brasileiros tem sido descobertos. Um a um, os políticos que usam de seus cargos para se beneficiarem financeiramente de forma ilícita vem sendo desmascarados e perdendo seus cargos.

Infelizmente, quem deveria estar trabalhando em prol da população, não tem cumprido seu papel. Pelo contrário. A cada dia os políticos roubam mais dos cofres públicos e quem paga a conta é a população, com o aumento de impostos e corte de verbas para investimentos em saúde, educação e todas as outras necessidades de um país.

Durante o último mandato eleitoral, já tivemos a cassação e prisão de alguns políticos e o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Agora, chegou a vez do atual presidente, Michel Temer, acertar suas contas com a justiça. Após uma acusação feita por Joesley Batista, dono da JBS, Temer passa a ter seu cargo ameaçado. Parlamentares já apoiam que o presidente deixe o cargo e um processo de Impeachment já foi protocolado na Câmara.

Foto: Reprodução internetMichel Temer

Mas, o que aconteceria se ele renunciasse a presidência ou sofresse impeachment como a presidente Dilma?

Segundo a Constituição brasileira, novas eleições são realizadas se Temer deixar o cargo. De acordo com o Artigo 81, a eleição seria realizada por deputados e senadores 30 dias depois da saída do cargo. Até lá, quem assumiria a presidência do Brasil seria o presidente da Câmara, cargo ocupado hoje por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Como seria a nova eleição?

A eleição seria indireta, em uma sessão convocada pelo presidente do Congresso Nacional e do Senado. Poderiam ser eleitos brasileiros com mais de 35 anos, que se enquadrem na lei da Ficha Limpa e que sejam filiados a algum partido político.

Duas votações secretas seriam realizadas. Em uma delas, seria escolhido o novo presidente, e na outra, o vice-presidente. Se elegeriam quem tivesse a maioria absoluta dos votos (298 votos).

Quem fosse eleito, não teria um mandato de quatro anos, como acontece nas eleições "normais". O mandato do novo presidente iria somente até o dia 1º de janeiro de 2019, pois é quando terminaria o mandato de Dilma e Temer.

Entenda a acusação

Em uma delação premiada para a Procuradoria-Geral da República, os donos dos frigoríficos JBS, relevaram terem uma gravação onde Temer autorizava a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, preso pela Operação Lava Jato.

Segundo o Jornal O Globo, o empresário Joesley Batista entregou para a justiça uma gravação, feita no dia 7 de março, comprovando a acusação. No áudio, o empresário diz ao presidente Temer que estaria dando mensalmente, um valor para que Eduardo Cunha permanecesse calado na prisão. Em resposta a informação, o presidente responde "tem que mander isso, viu?".

Na delação, ele ainda diz que o senador Aécio Neves pediu 2 milhões de reais, alegando precisar se defender na Operação Lava Jato.

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FONTE: Dr. Curioso

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