Nova espécie de macaco é descoberta na Floresta Amazônica

Apesar da boa notícia sobre a descoberta, os cientistas temem que a espécie esteja próxima da lista de animais ameaçados de extinção.

A biodiversidades no mundo é algo surpreendente. É difícil dizer com exatidão quantas espécies diferentes de seres vivos existem, pois a cada dia são descobertos novos animais e plantas. Na Floresta Amazônica, uma nova espécie de macaco foi confirmada e publicada no periódico Primate Conservation.

Vista pela primeira vez há mais de um século, a descoberta do Plecturocebus parecis foi confirmada por biólogos. A novidade foi revelada após análises feitas pela pesquisadora Mariluce Messias, da Universidade Federal de Rondônia.

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Por muitos anos, acreditava-se que o animal era o mesmo da espécie Plecturocebus cinerascens. Porém, a pesquisadora suspeitou que a informação estava incorreta quando fez um estudo sobre o desmatamento na Amazônia e decidiu pesquisar o animal mais detalhadamente.

Juntamente com sua equipe, Mariluce realizou uma análise das características e também do DNA do macaco, podendo concluir que se tratava de uma nova espécie.

Apesar da distribuição geográfica onde esses animais vivem não estar totalmente definida, sabe-se que eles vivem em locais com altitude elevada, como o Planalto Parecis (por isso o nome da espécie).

Foto: Alberto Caldeiras, Manoel Pinheiro, Gusmão Et.Al/Primate ConversationMacaco da espécie Plecturocebus parecis habita na Floresta Amazônica.
Macaco da espécie Plecturocebus parecis habita na Floresta Amazônica.

O que fez a espécie se destacar dos demais primatas é sua coloração. Os Plecturocebus são um gênero de macacos-titi, que são pequenos, possuem uma longa cauda e vivem na América do Sul. Porém, sua coloração padrão é na cor grisalha, enquanto a nova espécie possui pelo claro e curto nas mãos e pés, castanho avermelhado nas costas, além de uma barba esbranquiçada e costeletas. Nas extremidades da cauda, a pelagem é cinza claro.

Apesar da boa notícia quanto a descoberta do Plecturocebus parecis, os cientistas acreditam que esse animal esteja classificado como quase ameaçado de extinção na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). O motivo é a destruição de seu habitat natural.

Esse primata vive no “Arco do Desmatamento”, uma área onde boa parte da floresta foi devastada. No local das árvores, a região foi tomada por plantações de soja e milho, além de fazendas de gado e novas rodovias. Outra ameaça para a espécie são os incêndios florestais, que tem se tornado mais comuns a cada dia.

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FONTE: Dr. Curioso

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