Lixo plástico poderá ser reciclado por astronautas na Estação Espacial

Batizada de Recycler, a novidade foi criada pela empresa norte-americana Made in Space em parceria com a brasileira Braskem.

Todos os dias, as pessoas produzem toneladas de lixo em todo o planeta Terra. Diariamente, é preciso procurar formas de reciclar esses materiais ou descarta-los sem causar prejuízo ao meio ambiente. E, não é somente na superfície terrestre que esse “problema” existe. Na Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês), os cientistas tem esse mesmo impasse. Por isso, uma forma de reciclar o lixo produzido na plataforma foi criada.

A produção de lixo na ISS é grande e, por motivos óbvios, o espaço para armazenamento desses resíduos é bem limitado. Atualmente, a estação espacial suporta até duas toneladas de lixo. Quando esse limite é atingido, o material é colocado em veículos espaciais, que retornam para a Terra.

Porém, a Nasa (Agência Espacial Norte Americana) contratou uma empresa que criou uma “recicladora espacial”, que reaproveita os materiais feitos de plástico. Batizada de Recycler, a novidade foi criada pela empresa norte-americana Made in Space em parceria com a brasileira Braskem.

Foto: Divulgação/Made In SpacePlástico poderá ser reciclado e será usado como tinta de impressora 3D.
Plástico poderá ser reciclado e será usado como tinta de impressora 3D.

Durante o funcionamento, a máquina mói e derrete os itens plásticos. Posteriormente, ela transforma esse material em um filamento do mesmo polímero. O processo de reciclagem é totalmente automatizado, poupando trabalho e o tempo dos astronautas.

Esse material produzido servirá de tinta para a AMF (Additive Manufacturing Facility), impressora 3D usada na ISS desde 2016. Com a novidade, além de diminuir o volume do lixo espacial, os habitantes da Estação Espacial poderão repor peças danificadas e fabricar ferramentas de plástico a partir da reciclagem do material plástico.

Forno elétrico

Outra novidade enviada para a Estação Espacial Internacional é um forno elétrico. Ele servirá para testes sobre o processo de assar alimentos em microgravidade. Se a ideia obtiver sucesso, os astronautas poderão incluir em sua dieta alimentos recém-assados. Além de deixar o cardápio dos cientistas mais saudável, também possibilitará que eles tenham acesso a comidas mais saborosas.

Se encontrar algum erro ou tiver alguma sugestão de curiosidade, entre em contato através da nossa fanpage no Facebook

FONTE: Dr. Curioso

Compartilhe este artigo:

Veja mais