Estudo aponta que cães também podem ter autismo

Os pesquisadores encontraram genes iguais aos causadores do autismo em cães com problemas de comunicação.
Foto: Reprodução Internetcão

Como diz um velho ditado, “o cão é o melhor amigo do homem”. Esses animais, domesticados pelo homem há muitos anos atrás, sem dúvidas são especiais. Companheiros e leais, eles fazem parte do dia a dia das pessoas e, muitas vezes, são bons companheiros para crianças autistas. A novidade é que uma pesquisa descobriu que os cães, possivelmente, também podem sofrer transtornos sociais e espectro autista.

Um estudo, feito por profissionais da Universidade Linköping, na Suécia, demonstrou sinais que levam os pesquisadores a crer que o autismo também pode afetar os cães. A descoberta foi feita através de investigações nas modificações genéticas sofridas por esses animais após a convivência com as pessoas.

Os pesquisadores encontraram alguns genes ligados à comunicação no DNA dos cachorros e, foi constatado que são os mesmos genes encontrados no material genético humano e que são possíveis causadores do transtorno do espectro autista (TEA).

Após a descoberta, os estudiosos fizeram testes comportamentais em cães que corroboraram com a nova informação. Durante o experimento, alguns animais demonstraram grande problema de comunicação.

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Para realizar o teste, os pesquisadores instruíam cães a abrirem uma tampa. Em seguida, a peça era presa para que os animais não conseguissem movê-la, tendo que pedir ajuda aos humanos.

Alguns dos cães usados na experiência insistiram em tentar abrir a tampa sozinhos e não tentaram nenhum tipo de comunicação com as pessoas. Nesses cães, as análises demonstraram alterações no DNA, semelhante ao que acontece com pessoas autistas.

Com a descoberta, os cientistas puderam estabelecer pelo menos dois sintomas que os cães com autismo apresentam. Uma delas é a persistência em tentar algo impossível (como abrir a tampa no experimento). O segundo sintoma é a introspecção, quando o animal evita qualquer tipo de contato físico e visual, relutando em estabelecer alguma forma de comunicação com as pessoas.

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FONTE: Dr. Curioso

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