Entrevistas Dia da Alfabetização: Por que escolher a área?

A alfabetização é um dos processos mais importantes na vida de uma pessoa. É graças a esse processo que você está lendo essa matéria!

Hoje é o Dia Nacional da Alfabetização. Nós do site Dr. Curioso realizamos algumas entrevistas como forma de contribuir para a conscientização a respeito de nossas crianças terem um processo de alfabetização de qualidade.

Conversamos com algumas professoras recém formadas a respeito do assunto alfabetização, processo inicial da vida escolar de uma criança.

A primeira entrevistada é Daniela Guimarães, de 31 anos, que está na profissão há seis anos. Ela conta o motivo de ter escolhido ser uma alfabetizadora.

Eu trabalhava na roça, antes de cursar pedagogia, mas com incentivo do meu marido, decidi fazer faculdade e me tornar professora, como sempre quis. Matriculei-me em pedagogia porque, se eu não optasse por seguir a profissão, poderia trocar de curso sem perder as disciplinas já cursadas. Mas, eu cada vez mais gostei da opção que escolhi.A forma que a professora Rozeli nos ensinava fazia com que tivéssemos a certeza de poder transformar uma sociedade, um método diferente de alfabetizar, até porque sou da época que alfabetização acontecia usando a cartilha. As aulas foram ficando interessantes com a dedicação da professora, pois nas horas vagas ela sempre arrumava um tempinho para realizar aulas práticas. Foi a partir daí que comecei a ter paixão por aquilo que pretendia ser, alfabetizadora.”

Daniela fala também sobre sua percepção quanto ao processo de alfabetização.

“Nossas crianças estão iniciando sua vida escolar com muito conhecimento, uma bagagem de aprendizado que podemos definir como princípio ao letramento. A garotada já conhece a Coca-Cola pelo rótulo, já sabe que no caderno de receitas da mamãe tem desenhos (letras) que ensinam como fazer delícias, etc. Eu procuro interagir com esse tipo de conhecimento que cada um carrega consigo para então iniciar a alfabetização. Através de atividades lúdicas com músicas, brincadeiras, cada um começa a desenvolver capacidades cognitivas para tornar-se um cidadão alfabetizado e letrado. Por meio de atividades práticas do dia-a-dia de cada um que vamos construindo a competências necessárias. As aulas precisam ser dinâmicas, pois a vida fora da escola é muito atrativa. Quanto mais concreta a aula se torna, maior é o índice de aprendizado, comportamento e empolgação, para no outro dia retornar com entusiasmo para aprender.”

Foto: Reprodução Internetalfabetizaçao
 

A segunda entrevistada é a professora Sílvia Bach. Para ela, o processo de alfabetização é complexo, porém maravilhoso.

“Alfabetização é algo complexo, que deve ser trabalhado em todos os âmbitos. É preciso analisar a realidade da criança e dentro dessa realidade, observar as dificuldades e dentro dessas dificuldades, abrir caminhos para que esse processo seja desenvolvido totalmente na criança. Começar a alfabetizar uma criança é importante e também maravilhoso, porque a gente começa lá na educação infantil e vai valorizando aquilo que a criança trás, aquilo que ela sabe. A gente também ensina comportamento. A gente ensina os pequeninhos, levando eles a perceber o mundo letrado através de histórias, de cartazes, figuras, e nisso tu vai instigando eles a estarem participando, a estarem percebendo as realidades, as formas de escrita.”

Para Sílvia, a profissão necessita de perseverança por parte dos profissionais, pois o processo de alfabetização nem sempre é fácil para professores e alunos.

“Minha professora da faculdade sempre deu bons exemplos, sempre mostrou pra nós que não devemos desistir, que às vezes pode ser difícil, mas que sempre tem solução. Um professor precisa estar sempre motivado, porque não é fácil, mas a recompensa é magnifica, é fantástica. Poder alfabetizar uma criança, ver como ele iniciou no começo do ano, conhecendo letras, descobrindo o mundo, fazendo leituras, descobrindo a realidade, é fantástico. Para a criança também, a gente vê a alegria delas quando elas conseguem ler, quando conseguem compreender as coisas, é muito bom.”

A professora Eliane Weiss, também entrevistada, destaca que é preciso acreditar nas crianças e diz que a professora do curso de pedagogia foi importante para a formação profissional.

“Não podemos deixar de acreditar em nossas crianças. Cada uma tem o seu tempo e cada um aprende de uma maneira, por isso precisamos ensinar de diversas formas e com vários tipos de matérias. A professora Rozeli foi a principal peça na nossa formação, sempre nos mostrando os caminhos a serem percorridos e com eles, perceber o que pode ser alterado e aprender com os erros, pois eles nos fazem crescer e amadurecer nossos conhecimentos e conceitos.”

A última entrevistada é a professora Thainara Momm Nunes, de 23 anos. Ela nos contou o motivo de ter escolhido trabalhar com alfabetização.

“Eu sempre gostei muito da área da educação e sempre fui defensora da educação, gosto muito de ler, de escrever, de estar em contato com o outro, de poder ser a mediadora na construção de conhecimentos. Ser professora é estar em constante aprendizado, então eu não me vejo em outra área. A alfabetização sempre me chamou muita atenção, pois é um processo muito rico, o processo de apropriação da escrita, da leitura, de poder se inserir e participar das praticas sociais através delas. Eu acho isso muito prazeroso, e mais prazeroso ainda é poder fazer essa mediação, poder fazer que uma criança tenha essa visão de mundo.”

Trabalhando atualmente com educação infantil, Thainara descreve o que é a alfabetização para ela.

“A alfabetização, na minha visão, ela é um fenômeno social, porque ela é um processo de aquisição, mas que está em constante mudança devido às necessidades da nossa sociedade. Alfabetizar não é só ensinar a ler e escrever, é compreender aquilo que está sendo lido e escrito e fazer uso disso como forma de expressão. Na educação infantil eu vejo que a alfabetização é muito importante e eu vejo que esse processo já começa antes da sala de aula, porque a criança vive numa sociedade que é permeada de linguagem, tanto oral quanto escrita.”​

Foto: Reprodução Internetalfabetizaçao
 

Todas as entrevistadas acima foram alunas da professora Rozeli Benner, que também conversou conosco. Confira também a entrevista sobre alfabetização com a pedagoga Rozeli, que trabalha na área há mais de 30 anos, clicando aqui.

O Dia Nacional da Alfabetização foi criado para homenagear o MEC – Ministério da Educação e Cultura – em 1966 e também para conscientizar as pessoas a respeito à importância de nossas crianças receberem uma alfabetização de qualidade.

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FONTE: Dr. Curioso

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