Como as vacinas foram criadas?

Elas estão presentes em nossas vidas, principalmente durante a infância e quando ficamos idosos.

As vacinas fazem parte da nossa vida desde o nosso nascimento. Sejam elas em gotinhas ou em injeção, elas têm o objetivo de combater doenças e manter nossa saúde em dia. Elas são substâncias como toxinas, proteínas e partes de bactérias ou vírus – ou até mesmo eles inteiros – atenuados ou mortos.

A primeira vacina que surgiu, foi por causa da varíola. Em maio de 1796, o médico ingles Edward Jenner fez uma experiência e comprovou que, ao injetar a secreção de alguém contaminado com a doença em uma pessoa saudável, ela desenvolvia sintomas leves da doença, mas ficavam, na verdade, imunes a vírus.

Para desenvolver a vacina, o médico usou o vírus da doença cowpox, que era um tipo de varíola que atingia as vacas. Ele fez isso após perceber que, pessoas que ordenhavam ou lidavam com esses animais, eram protegidos da doença humana. Ele inoculou um menino de oito anos, chamado James Phipps para fazer o teste e comprovar sua hipótese. O menino apresentou os sintomas da doença, mas 10 dias depois, já estava totalmente recuperado. Alguns meses depois, ele aplicou novamente o pus no garoto, que não adoeceu.

Com o objetivo de proteger mais pessoas da doença, Jenner começou a imunizar crianças com pus retirado diretamente de vacas com cowpox. Inicialmente, a vacina teve resistência, mas logo conquistou a Inglaterra e a notícia da criação de uma vacina se espalhou pelo mundo.

No ano de 1799, foi criado o primeiro instituto vacínico em Londres e em 1802 foi fundada a Sociedade Real Jenneriana para a Extinção da Varíola.

A vacina fez tamanho sucesso que, atualmente, a varíola é uma doença considerada extinta. Os sintomas da doença em seu estágio inicial eram semelhantes aos sintomas de uma gripe. Conforme o quadro ia se agravando, outros sintomas iam aparecendo, tais como bolhas com pus espalhadas pelo corpo, vômitos, diarreias, delírios e até convulsões.

Produção de vacinas

Atualmente, as vacinas são produzidas de duas formas. Na primeira, o cientista precisa “matar” o vírus ou bactéria através de um processo químico. Esse tipo de vacina é chamada de vacina inativa. Na segunda forma de fazer a vacina, o cientista modifica o vírus ou bactéria através de múltiplos cultivos do mesmo. Para isso, o vírus ou bactéria precisa se reproduzir diversas vezes. Nesse caso, ela é chamada de vacina viva.

Exemplos de vacinas inativas: tétano, hepatite A e B, raiva;
Exemplos de vacinas vivas: sarampo, rubéola.

Se encontrar algum erro ou tiver alguma sugestão de curiosidade, entre em contato através da nossa fanpage no Facebook

FONTE: Dr. Curioso

Compartilhe este artigo:

Veja mais