A morte de Sudan, o último Rinoceronte-Branco macho

Com a morte do animal, só restam duas fêmeas da espécie no mundo, que em breve, deve entrar em extinção.

Dia 20/03/2018 ficou marcado com a notícia da morte de Sudan, que foi anunciada pela equipe que fazia seus cuidados no Quênia. Mas por que foi amplamente divulgada a notícia?

A resposta é simples e bastante triste. Havia apenas 3 exemplares de sua espécie vivos, duas fêmeas e um macho. Dessa forma, a morte de Sudan é o prenuncio da extinção de sua espécie.

Sudan tinha 45 anos, nasceu em 1973 e na época existiam 700 de sua espécie no mundo. A espécie é vítima da ganância humana. Os Rinocerontes-brancos não possuem muitos predadores, ou seja, naturalmente não seriam presa fácil e dificilmente passariam por uma extinção em tão pouco tempo. Mas desde os anos 70, devido ao alto valor de seu chifre para comércio na Ásia, os rinocerontes foram forte e impiedosamente casados principalmente entre 1970 e 1980.

Para se ter uma noção, no século 19 a população de rinocerontes era de 1 milhão na África, e em 2011 o rinoceronte negro ocidental (outra subespécie) foi considerada extinta.

Há registros de que a última manada selvagem tenha sido dizimada nos anos 90 devido aos conflitos na República democrática do Congo. Essa subespécie foi considerada extinta em meio selvagem no ano de 2008.

Sudan sobreviveu à crueldade da raça humana, e foi capturado com o objetivo de ser protegido junto a outros 6 exemplares de sua espécie ainda na década de 70.

Procriou duas vezes em cativeiro, duas fêmeas e a última nascida no ano 2000. Em 2009, quatro rinocerontes foram transferidos para outro zoológico que se assemelhava mais ao seu habitat natural para incentivar o aumento hormonal das fêmeas e aumentar as chances de acasalamento, mas o plano não deu certo. Um dos machos veio a morrer por causas naturais. Só restou então Sudan e mais duas fêmeas.

No dia 20, o último gigante guerreiro teve complicações de saúde e a equipe que o cuidava decidiu pela eutanásia para que o animal não sofresse mais.

Foto: Reprodução InternetSudan

ÚLTIMA ESPERANÇA

Os cientistas recolheram o material genético de Sudan e estão fortalecendo os métodos de pesquisa para realizar a tentativa de fertilização in vitro para preservar a espécie e não culminar em sua extinção.

Quem sabe em um ato desesperado e derradeiro, um grupo de humanos consiga fazer um pequeno reparo em todo o dano causado a essa magnifica espécie e à natureza em geral.

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FONTE: Dr. Curioso

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